segunda-feira, 9 de março de 2009

Outro Começo (Fevereiro/1988)

Muitas coisas rolam
Palavras, cenas, pessoas,
O medo não me permite
Que em você tenha confiança.
Assim me mantenho em segurança.
Não sei do que tenho medo
Se de você ou de todas.
Todas são tão iguais a você.
Mudam os corpos e algumas palavras,
Mas permanece o medo que tenho de você.
Como pode querer o meu mal,
Como pode querer ver minhas lágrimas,
Se o que eu quero é melhor lhe conhecer?
Será impossível de isso lhe convencer?
Muitas coisas rolam
Cenas, pessoas, palavras
As palavras que rolam estão camufladas
Os carros seguem pela estrada errada
E você sempre diz que é o fim
Acho que o medo que eu tenho por você
É o mesmo que você sente por mim.

José Rosa (ZeRo S/A)

4 comentários:

Anônimo disse...

Quem seria a inspiradora desse versos?

Denise disse...

Nooooooosssa!
como sempre, voce e suas palavras
são intensas! rsrsrss
:P
saudadees demais!

Sandra Regina de Souza disse...

nem é possível concatenar as ideias... de tão belo... (vocês tbm são todos iguais: medrosos!!)

Kel disse...

Nao vejo o medo como algo negativo. Afinal se o homem nao sentisse medo nossa existência já teria ido a un carajo há muito tempo. Mas medo por medo também nao tem sentido. Sentí-lo e imediatamente sentir necessidade de superá-lo é o fascinante. Belas palavras, Zé.