sábado, 12 de maio de 2007

Ontem à Noite

Ontem à noite beijei
Uma boca que gostei
Que me falava coisas abstratas
Palavras lascivas
Que nunca imaginei pudessem sair de tal boca
De lábios deliciosamente vermelhos
Que me sugava
Que me suplicava em gemidos
Absurdos que nunca antes ouvira
Ontem à noite provei
De um amor febril
Verdadeiro e efêmero
Que acabou com o chegar do dia
Que durou o tempo suficiente
Para em minha memória ser eterno.


ZeRo S/A

Você irá encontrar esse poema também postado no Blog de Sete Cabeças

5 comentários:

moacircaetano disse...

grande Zé!
E abraços de todas as cabeças!

Rose disse...

Lindo!!! acredito que todas as pessoas gostariam muito de "viver" este poema.
è impressionante a sensibilidade em expressar sentimentos!
Parabéns.

Vivi disse...

Nossa...Me abana...Q ciúmes!!!
Ficou lindo e provocante, adorei!!
Ontem foi tão bom assim? kkkkkkk
Brincadeirinha, rs ....

Beijão...te adoro

Roy "rima como matéria-prima"Andrade disse...

Que boca heim !! E que noite ! Ambos deliciosamente libertários.
Belíssimo poema, zAntonio.

Paulinha disse...

Nossa Zé!! Ufa!...
Quem dera todas as pessoas pudessem ter o mínimo dessa sensibilidade!
Parabéns!
Beijos