quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Coração Selvagem (Março/1991)

O calor intenso,
aquela noite caracterizou.
Achei pertinente despir-me e ganhar as ruas.
Até aquele momento, eu era um absoluto novato.
Nunca agira por conta própria.

Enquanto caminhava,
Mulheres e homens me abordavam,
tentando seduzir-me.
Eram seres violentos, que desejavam minha carne.
Mesmo que fosse em retalhos e desfigurada.

O calor aumentava,
E o meu cérebro caiu no chão quando abri a minha mente.
Já não podia refletir ou pensar.
Eram os instintos os meus guias.

A visão dela que tive naquele momento...
O calor, que era intenso, ficou insuportável.
Meu coração acelerou freneticamente.
Suas proporções aumentaram rapidamente,
Até que ele explodiu.
O calor passara...

José Rosa (ZeRo S/A) 

6 comentários:

Transitivo e Direto disse...

Oi, Zé.
O meu cérebro volta e meia também cai no chão.
Beijos.

Kátia disse...

Olá, meu doce poeta. Selvagem é o coração de quem cultiva a paixão. Tuas palavras são apaixonantes. Beijos da gauchinha que o admira demais. :D

Daiany Cristina disse...

Como sempre: o real dito na cara;porém oculto! Muito bom Zé.

Simplesmente Outono disse...

Depois de muito tempo, eis-me aqui e lá também. Será que ainda lembra-se de mim? Finalmente o sistema de comentários voltou a funcionar. Espero que goste do que acabei de publicar.
Com o mesmo carinho de sempre, folhas secas deste Outono.

Luisguitarg3 disse...

Uau, muito bom esses poemas, gostei muito do blog... Abraação!

Alma Inquieta disse...

Olá Zé!

Parabéns!

Gostei muito da poesia e do blog!

Um beijo de Portugal