terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cor-de-Rosa

A musa deste poema
Tem uma linda boca.
Que pena, não é minha.
Tem uma boca
Que não é vermelha,
Que não é fogo,
Que não é louca,
E que pena, não é minha.
Essa boca é preciosa,
Porque é rosa, cor-de-rosa.
A cor e a forma dessa boca
Não é grito é sussurro ao ouvido,
Que inunda a alma de êxtase.
Que perfuma tudo,
Porque é rosa, cor-de-rosa.
E que pena, não é minha.
A musa deste poema
É menina bela, mas,
Não falarei dela
Do que quero é falar
De sua doce boca
Não grande, não pequena.
E é rosa, cor-de-rosa.
E não é minha, que pena.
Meus olhos me dizem que
Igual a essa, lembrança não temos.
Nunca mais esquecer iremos
Porque ela é rosa,
É cor-de-rosa.
É sutil sedutora
Porque engana, se faz de mansa,
Então devora.
E que pena,
Infelizmente não é minha.
Porém em sonho um dia foi.
Tão real que na minha boca acordada
Sabor diferente tinha.
Era rosa, cor-de-rosa.

José Rosa (ZeRo S/A)

3 comentários:

Denise disse...

Noooooooooooooooooooooossa !
SEM COMENTOS !

Ramon Alcântara disse...

As moçascosméticos inventaram os batons furtar-cor para dissimular-se em todas outras.



abzz

Ramon Alcântara disse...

Resposta: Curioso você ter reparado no tamanho das poesias. De fato, estou postando menores. Mas não seria uma nova fase, são poesias antigas. Talvez uma nova fase de re-leitura. As poesias zipadas e as constituídas pela incompletude são capítulos valiosos na minha Literatura.

abzz