terça-feira, 4 de novembro de 2008

Devastação

Meu passeio por ti
Nunca é calmo
Nunca há calmaria
Tremores sempre há.

Tuas planícies,
Teu cerrado, montanhas e canyons
Abalam-se ao meu passar.
Cinco, seis, sete, oito, nove graus na escala Richter

Passo e devasto tua paisagem
Sou como um deus impiedoso,
Porém tu és fênix
E sempre te recompões,

E em outra noite
Me abres desejosa
Teus caminhos para que eu passe
E novamente te devaste.

José Rosa (ZeRo S/A)

6 comentários:

J.F. de Souza disse...

O Mundo pode se acabar
Ela
sempre
quer
mais

Jean Narciso disse...

Olá, José Rosa,

Você está bem? Qual o título do livro que eu emprestrei para você?
É um prazer reencontrá-lo.

Antonio disse...

um poema inspira outro poema e um beijo precede outros beijos..gosto dos teus poemas poque tem emoção...abraços

Lidiane disse...

Ai, o calor da paixão.
Bom, né?
Acho bom demais.
;)

Beijoca.

Sandra Regina de Souza disse...

Perfeito. Quisera ser ilha... e tu caíres na minha armadilha... arrastando dores solidificadas... hum... inspiradora tua desvastação, meu caro!!...rs..bj

Kele disse...

Ui! Que me deu até vontade...
Isso sim que é coisa boa.
Beijos!