segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Beijo

O beijo é
Intersecção.
Duas bocas,
Duas línguas,
Um desejo,
Um começo
E um fim.
Início e
Conclusão.

José Rosa (ZeRo S/A)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Decisão

Situação incômoda.
Ligação anônima.
Distante,
Tudo é pequeno.
Ninguém sabe,
Ninguém percebe,
O quanto estou
Sofrendo.
Aqui,
Deveria ser
O seu lugar,
Mas você
Não quis ficar.

José Antonio (ZeRo S/A)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sede

Descendo lentamente pelo seu ventre
Pele branca como a neve,
Mas quente como o fogo.
Minha língua úmida
Descobre sua flor rósea
E eu como beija-flor
Sugando o seu néctar,
Segurando sua cintura que
Em movimentos de serpente
Que só fazem aumentar minha libido
E minha sede de você.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Perplexo

Sou tão jovem
E já cumpro a lei.
No coração uma dor insólita,
A dor de não senti-lo bater.
Calor e umidade
Nos quatro cantos da sala
E percebo seus olhos
Fitando os meus.
Você se despe lentamente
E eu estou contente.
Você diz repetidamente
Que me ama
E eu não consigo compreender.
Você parte para sempre
E eu não sei o que fazer.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

(Im)Possibilidades

Se eu
Posso,
Eu
Não quero.
Se eu
Quero,
Eu
Não posso.
Se nada
Muda,
Tudo sempre
Será assim:
Eu nada
Faço,
Eu nada
Tenho.

José Rosa (ZeRo S/A)

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Em Segredo

Fique olhando para mim
Enquanto eu viro as costas
Para você.

Passe a mão no meu cabelo
Enquanto me contenho
Para não sentir emoções.

Apaixone-se por mim,
Mas não me diga nada,
Pois posso não acreditar.

José Rosa (ZeRo S/A)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Confissão

Confesso,
que antes do resto
Objeto de desejo
Um beijo seu.

Imprudente, diferente,
Espontâneo, inconseqüente,
Louco e ardente.

Febril e alucinado
De qualquer modo
No final de tudo
Ansiosamente esperado.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Desde Nossa Última Vez

Tive a impressão de ter visto algo,
Mas era tarde e não tenho certeza do que vi,
Pois à noite sinto muito sono
E assim não posso ter certeza de nada.

Não me questione
Nenhum tipo de argumento,
Pois à noite não tenho certeza de nada
É madrugada, sinto sono,
Mas não consigo dormir desde a nossa última vez

Ando indeciso
Meio sonolento, porém não consigo dormir
Não durmo e não sonho
Desde nossa última vez

Não sonho mais com você
Então ando meio impreciso
Meio sonolento
Meio triste
Minha visão anda turva
Meio embaçada
Ando chorando muito
Desde a nossa última vez

Tive a impressão de ter visto alguém
Parecia ser você,
Mas não tenho certeza
Era tarde e à noite tenho muito sono...

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Falha

Cometi um grande erro
Fui tentado e fui fraco
Não resisti
Então me olhei no espelho

Não vi alegria, nem simpatia
Impossível foi encontrar sedução
Não conseguia deslumbrar nada
Exceto o meu próprio reflexo

Temi as conseqüências
Olhando-me então
O que verão? A mim?
Será o meu fim

José Rosa (ZeRo S/A)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Chega Mais

Chega mais perto
Assim tão longe não dá pra gente conversar
Nessa longa distância
Não dá pra gente se amar
Chega mais perto
Não sei o porquê desta imensa distância
Parece coisa de criança birrenta
"Tô de mal"
E nem sei por qual motivo
Então larga de graça
E chega mais perto.

José Rosa (ZeRo S/A)