segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Pleno

A noite encontra a madrugada
E esta espera o dia,
Mas o tempo parece não passar aqui.
Presumo que não deva,
Porém muito ficar desejo.

Minha boca se cala
Entre suas pernas dialoga.
Nada articulado se fala... Falo.
Calo e entre meus dentes, você
Serpente e eu lagarto.

Boa noite, boa noite, noite boa.
Giram corpos, ficam marcas.
O tempo passa sem que se perceba
Seu olhar de amante pedinte me inunda e
Eu transbordo "in" você.

Boa noite, noite boa foi
O sol entra pela janela
E meus olhos contemplam
Partes de você que os seus raios revelam
Partes de você não cobertas pelo lençol muito desalinhado.
Boa noite, noite boa foi e se foi
Sussurra em meu ouvido: - Bom dia!
Agora estou pleno de mim
Completado por você.

ZeRo S/A

5 comentários:

@lquimist@ disse...

A forma com que trabalhou com as palavras, foi demais... esse "in" então ficou muito bem empregado... Parabéns...

Nano Costa disse...

O que dizer... se tudo é Pleno...

Anônimo disse...

Como sempre arrasando. Parabéns pelo seu trabalho. Adorei ...

Beijos...

Ramon Alcântara disse...

Aí vem a vontade de espreguiçar e estalar a costela e preparar o café da manhã e deitar, deitar, deitar sempre de novo.

abzz

disse...

De forma plena, você tornou tudo pleno!
Parbéns pela plenitude e beleza das palavras!