A boca está fechada
Só os olhos é que têm vida
Vida vivida em fotografias
Fotografias de corpos
Corpos provocantes
Corpos que desejam corpos
Corpos que se confundem com outros corpos
Corpos, apenas corpos.
Foi em um dia chuvoso
Que com um tiro na cabeça
Um rapaz apaixonado se suicidou.
Dormindo não se consegue sonhar
Quando acordado a realidade não se quer aceitar
Busca-se fotografias para esquecer
Sonha-se acordado para sobreviver
Na televisão se pode ver
O corpo ensanguentando
De um rapaz apaixonado
Não se tem certeza se ela é a garota certa
Seu corpo lhe provoca
O corpo e mais nada
Talvez ela seja a garota errada
Alguns jornais anunciam uma nova doença
Outros estão estampados
Com fotografias
Do corpo de um rapaz apaixonado
José Rosa (ZeRo S/A)
terça-feira, 21 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Festa
Festa é gozo
Que começa com o convite
E finda
No derradeiro abraço de despedida.
José Rosa (ZeRo S/A)
Que começa com o convite
E finda
No derradeiro abraço de despedida.
José Rosa (ZeRo S/A)
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Oito Mãos
Oito mãos certamente são demais
para um só poema...ou não?
Se embaraçará
em tantas almas
a minha mão???
Embaraço
Ou só um traço
Nessa grande confusão
Há deleite, gozo fácil
Sentimento em profusão
Qual verso me invade agora
O que sai da minha ou
das outras mãos?
Já nem sei
se o que sai de mim
vem de mim ou vem de outro
sejam elas de quem for,
essas linhas transversas,
causam-me conforto!
Fecho os olhos e misturo todos os versos
Assim, já não se sabe mais
Quais mãos escreveram o quê.
Dessa forma, para todos
Vergonha e glória serão iguais
José Rosa (ZeRo S/A), Decca, Moacir Caetano, Ady Cavalcante
para um só poema...ou não?
Se embaraçará
em tantas almas
a minha mão???
Embaraço
Ou só um traço
Nessa grande confusão
Há deleite, gozo fácil
Sentimento em profusão
Qual verso me invade agora
O que sai da minha ou
das outras mãos?
Já nem sei
se o que sai de mim
vem de mim ou vem de outro
sejam elas de quem for,
essas linhas transversas,
causam-me conforto!
Fecho os olhos e misturo todos os versos
Assim, já não se sabe mais
Quais mãos escreveram o quê.
Dessa forma, para todos
Vergonha e glória serão iguais
José Rosa (ZeRo S/A), Decca, Moacir Caetano, Ady Cavalcante
terça-feira, 2 de junho de 2009
Ponto de Ônibus (Março/1988)
Fico parado
Fico à espera
E talvez alguém
Esteja a minha espera
Fico parado
Fico reclamando
E talvez alguém
Esteja de mim reclamando
Fico parado
Fico a observar
E talvez alguém
Esteja a me observar
Fico parado
Fico tentando entender
E talvez alguém
Esteja tentando me entender
José Rosa (ZeRo S/A)
Fico à espera
E talvez alguém
Esteja a minha espera
Fico parado
Fico reclamando
E talvez alguém
Esteja de mim reclamando
Fico parado
Fico a observar
E talvez alguém
Esteja a me observar
Fico parado
Fico tentando entender
E talvez alguém
Esteja tentando me entender
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 13 de maio de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Conteúdo
Irei avançar mais um pouco
Para ficar próximo ao seu corpo
Não pense como era antes
Só sinta a promessa do que viverá daqui em diante
Solto, deixe o seu coração solto.
Batendo, batendo e batendo
O seu sangue veloz pelas veias
Aquecendo a sua pele alva
Enrijecendo-me
Irei avançar mais um pouco
Para ficar dentro do seu corpo
E quando me afastar
Não haverá distância
Estaremos sempre um contendo o outro
José Rosa (ZeRo S/A)
Para ficar próximo ao seu corpo
Não pense como era antes
Só sinta a promessa do que viverá daqui em diante
Solto, deixe o seu coração solto.
Batendo, batendo e batendo
O seu sangue veloz pelas veias
Aquecendo a sua pele alva
Enrijecendo-me
Irei avançar mais um pouco
Para ficar dentro do seu corpo
E quando me afastar
Não haverá distância
Estaremos sempre um contendo o outro
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Ardor
Passou-se mais uma noite
E parto em direção ao tédio
Até o final da tarde
Odeio o sol que arde.
José Rosa (ZeRo S/A)
E parto em direção ao tédio
Até o final da tarde
Odeio o sol que arde.
José Rosa (ZeRo S/A)
domingo, 22 de março de 2009
Nem tudo Que É Certo É Reto (Abril/1988)
Siga a seta,
E talvez tenha uma vida certa.
Talvez,
Pois, quem afirma isso,
Talvez não tenha certeza
De que esteja consciente ou lúcido.
Talvez ele tenha inventado tudo isso.
Talvez ele nem saiba
O que esteja dizendo.
José Rosa (ZeRo S/A)
E talvez tenha uma vida certa.
Talvez,
Pois, quem afirma isso,
Talvez não tenha certeza
De que esteja consciente ou lúcido.
Talvez ele tenha inventado tudo isso.
Talvez ele nem saiba
O que esteja dizendo.
José Rosa (ZeRo S/A)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Outro Começo (Fevereiro/1988)
Muitas coisas rolam
Palavras, cenas, pessoas,
O medo não me permite
Que em você tenha confiança.
Assim me mantenho em segurança.
Não sei do que tenho medo
Se de você ou de todas.
Todas são tão iguais a você.
Mudam os corpos e algumas palavras,
Mas permanece o medo que tenho de você.
Como pode querer o meu mal,
Como pode querer ver minhas lágrimas,
Se o que eu quero é melhor lhe conhecer?
Será impossível de isso lhe convencer?
Muitas coisas rolam
Cenas, pessoas, palavras
As palavras que rolam estão camufladas
Os carros seguem pela estrada errada
E você sempre diz que é o fim
Acho que o medo que eu tenho por você
É o mesmo que você sente por mim.
José Rosa (ZeRo S/A)
Palavras, cenas, pessoas,
O medo não me permite
Que em você tenha confiança.
Assim me mantenho em segurança.
Não sei do que tenho medo
Se de você ou de todas.
Todas são tão iguais a você.
Mudam os corpos e algumas palavras,
Mas permanece o medo que tenho de você.
Como pode querer o meu mal,
Como pode querer ver minhas lágrimas,
Se o que eu quero é melhor lhe conhecer?
Será impossível de isso lhe convencer?
Muitas coisas rolam
Cenas, pessoas, palavras
As palavras que rolam estão camufladas
Os carros seguem pela estrada errada
E você sempre diz que é o fim
Acho que o medo que eu tenho por você
É o mesmo que você sente por mim.
José Rosa (ZeRo S/A)
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