sexta-feira, 15 de julho de 2011

Bem-Aventurados (Junho/1990)

Eu gostaria de ser fútil.
Felicidade igual a futilidade.
Não saber nada,
Parecer ser tudo,
Palavras vulgares,
Conduta banal.
Tudo muito essencial...
“Bem-aventurados os pobres de espírito (fúteis),
Pois deles é o reino da Terra."
"Bem-aventurados os pacificados (tolos),
Pois deles é o resto do reino da Terra."

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Há Vaga (Junho/2011)

Meu coração,
De tão cansado e desmotivado,
Com o abandono e a rejeição,
De adminstrador de meus sentimentos,
Abdicou do cargo.
Agora, meu cérebro e meu falo
Disputam vorazmente,
O posto vago.

José Rosa (ZeRo S/A)

sábado, 4 de junho de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cantada (Abril/2011)

Olá!
Há muito estou a lhe observar.
Tudo em você muito me encanta,
Por isso vim aqui me apresentar.
Sou poeta,
Sou escritor amador.
Minha biografia estou a escrever,
E quero nela lhe dedicar
Um capítulo especial intitulado
Meu Grande Amor.

José Rosa (ZeRo S/A)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O seu olhar (Abril/2011)

Ah, o seu olhar!
Se multuplica,
Então são olhares.
Sedutores,
Libidinosos, tesos,
Cúmplices, compreensivos,
Questionadores, repreensivos.

Ah, o seu olhar!
Em breves instantes,
Me diz tantas coisas.
Quando se demora a me fitar,
Me seduz.

Ah, o seu olhar!
Nada mais desperta tanto a minha atenção.
Nem as vibrantes cores das flores,
Nem o mais belo luar.

Ah, o seu olhar!
O meu mais puro e sincero desejo,
Estar na mira dele,
E para sempre lá ficar.

José Rosa (ZeRo S/A)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Loteria (Março/2011)

Quando lhe conheci
Tive absoluta certeza de que você era meu número.
Meu bilhete premiado.
Contudo, apesar da minha convicção numérica,
Ele já havia sido sorteado.
E outro, e não eu,
Foi o feliz contemplado.

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Querer (Março/2011)

Não quero pegação,
Ficar no meu pé, ciúmes sem fundamento.
Atenção e dedicação eu quero.
Sou um rapaz confiável.

Não quero idolatria,
Dependência emocional, não ter vida sem mim.
Respeito e admiração eu quero.
Sou um rapaz notável.

Não quero uma louca paixão,
Atos extremados, pouca coerência.
Pequenas celebrações e gestos amorosos diários eu quero.
Sou um rapaz amável.

Não quero você
Como um troféu, mais um item da minha lista de bens.
Sendo minha namorada, minha mulher, minha companheira eu quero.
Sou um rapaz que muito lhe quer.
E isto é inquestionável.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 29 de março de 2011

Revelação (Março/2011)

Seus lábios contra os meus
Não há mais ardor.
Sua boca outrora escancarada, frouxa
Agora resiste a se abrir para mim.
Sua língua sempre tão atrevida
Se faz de tímida.
Preguiçosa, não busca os sabores da minha.
O ar de suas narinas é frio.
O beijo é breve, é pouco, é quase falso.
Então uma certeza me toma.
Este foi o derradeiro,
O beijo revelador.
Não há nenhuma dúvida
A sua boca está a outra beijar.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 1 de março de 2011

Efemeridade (Março/2011)

Palavras escritas na areia da praia,
Água do mar que as dissolve,
Vento que as dispersa.

Palavras suas de bem-querer e desejos,
Indiferença que as contradiz,
Egoísmo que as pulveriza.

Triste efemeridade.

José Rosa (ZeRo S/A)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Aproxima (2010)


Então é assim, mocinha?
Você aí e eu cá?
Para de fugir.
Aproxima.

Nosso romance tem cheiro azul,
E nada de blues.
Possui ritmo de valsinha alegre,
Refrescante brisa de primavera.
Aproxima.

Vamos comemorar os luares,
Ligar para dizer:
Tô com saudade.
Aproxima.

Ouça os meus olhos
Embriagados de você.
Ouça com atenção
Aproxima.

Isso, mocinha.
Bem pertinho.
Eu e você aqui.
Sempre juntinhos.
Aproxima.