Festa é gozo
Que começa com o convite
E finda
No derradeiro abraço de despedida.
José Rosa (ZeRo S/A)
terça-feira, 30 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Oito Mãos
Oito mãos certamente são demais
para um só poema...ou não?
Se embaraçará
em tantas almas
a minha mão???
Embaraço
Ou só um traço
Nessa grande confusão
Há deleite, gozo fácil
Sentimento em profusão
Qual verso me invade agora
O que sai da minha ou
das outras mãos?
Já nem sei
se o que sai de mim
vem de mim ou vem de outro
sejam elas de quem for,
essas linhas transversas,
causam-me conforto!
Fecho os olhos e misturo todos os versos
Assim, já não se sabe mais
Quais mãos escreveram o quê.
Dessa forma, para todos
Vergonha e glória serão iguais
José Rosa (ZeRo S/A), Decca, Moacir Caetano, Ady Cavalcante
para um só poema...ou não?
Se embaraçará
em tantas almas
a minha mão???
Embaraço
Ou só um traço
Nessa grande confusão
Há deleite, gozo fácil
Sentimento em profusão
Qual verso me invade agora
O que sai da minha ou
das outras mãos?
Já nem sei
se o que sai de mim
vem de mim ou vem de outro
sejam elas de quem for,
essas linhas transversas,
causam-me conforto!
Fecho os olhos e misturo todos os versos
Assim, já não se sabe mais
Quais mãos escreveram o quê.
Dessa forma, para todos
Vergonha e glória serão iguais
José Rosa (ZeRo S/A), Decca, Moacir Caetano, Ady Cavalcante
terça-feira, 2 de junho de 2009
Ponto de Ônibus (Março/1988)
Fico parado
Fico à espera
E talvez alguém
Esteja a minha espera
Fico parado
Fico reclamando
E talvez alguém
Esteja de mim reclamando
Fico parado
Fico a observar
E talvez alguém
Esteja a me observar
Fico parado
Fico tentando entender
E talvez alguém
Esteja tentando me entender
José Rosa (ZeRo S/A)
Fico à espera
E talvez alguém
Esteja a minha espera
Fico parado
Fico reclamando
E talvez alguém
Esteja de mim reclamando
Fico parado
Fico a observar
E talvez alguém
Esteja a me observar
Fico parado
Fico tentando entender
E talvez alguém
Esteja tentando me entender
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 13 de maio de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Conteúdo
Irei avançar mais um pouco
Para ficar próximo ao seu corpo
Não pense como era antes
Só sinta a promessa do que viverá daqui em diante
Solto, deixe o seu coração solto.
Batendo, batendo e batendo
O seu sangue veloz pelas veias
Aquecendo a sua pele alva
Enrijecendo-me
Irei avançar mais um pouco
Para ficar dentro do seu corpo
E quando me afastar
Não haverá distância
Estaremos sempre um contendo o outro
José Rosa (ZeRo S/A)
Para ficar próximo ao seu corpo
Não pense como era antes
Só sinta a promessa do que viverá daqui em diante
Solto, deixe o seu coração solto.
Batendo, batendo e batendo
O seu sangue veloz pelas veias
Aquecendo a sua pele alva
Enrijecendo-me
Irei avançar mais um pouco
Para ficar dentro do seu corpo
E quando me afastar
Não haverá distância
Estaremos sempre um contendo o outro
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Ardor
Passou-se mais uma noite
E parto em direção ao tédio
Até o final da tarde
Odeio o sol que arde.
José Rosa (ZeRo S/A)
E parto em direção ao tédio
Até o final da tarde
Odeio o sol que arde.
José Rosa (ZeRo S/A)
domingo, 22 de março de 2009
Nem tudo Que É Certo É Reto (Abril/1988)
Siga a seta,
E talvez tenha uma vida certa.
Talvez,
Pois, quem afirma isso,
Talvez não tenha certeza
De que esteja consciente ou lúcido.
Talvez ele tenha inventado tudo isso.
Talvez ele nem saiba
O que esteja dizendo.
José Rosa (ZeRo S/A)
E talvez tenha uma vida certa.
Talvez,
Pois, quem afirma isso,
Talvez não tenha certeza
De que esteja consciente ou lúcido.
Talvez ele tenha inventado tudo isso.
Talvez ele nem saiba
O que esteja dizendo.
José Rosa (ZeRo S/A)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Outro Começo (Fevereiro/1988)
Muitas coisas rolam
Palavras, cenas, pessoas,
O medo não me permite
Que em você tenha confiança.
Assim me mantenho em segurança.
Não sei do que tenho medo
Se de você ou de todas.
Todas são tão iguais a você.
Mudam os corpos e algumas palavras,
Mas permanece o medo que tenho de você.
Como pode querer o meu mal,
Como pode querer ver minhas lágrimas,
Se o que eu quero é melhor lhe conhecer?
Será impossível de isso lhe convencer?
Muitas coisas rolam
Cenas, pessoas, palavras
As palavras que rolam estão camufladas
Os carros seguem pela estrada errada
E você sempre diz que é o fim
Acho que o medo que eu tenho por você
É o mesmo que você sente por mim.
José Rosa (ZeRo S/A)
Palavras, cenas, pessoas,
O medo não me permite
Que em você tenha confiança.
Assim me mantenho em segurança.
Não sei do que tenho medo
Se de você ou de todas.
Todas são tão iguais a você.
Mudam os corpos e algumas palavras,
Mas permanece o medo que tenho de você.
Como pode querer o meu mal,
Como pode querer ver minhas lágrimas,
Se o que eu quero é melhor lhe conhecer?
Será impossível de isso lhe convencer?
Muitas coisas rolam
Cenas, pessoas, palavras
As palavras que rolam estão camufladas
Os carros seguem pela estrada errada
E você sempre diz que é o fim
Acho que o medo que eu tenho por você
É o mesmo que você sente por mim.
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Eu:Falo
Perdi-me
Descompletei-me
Fiquei fora de compasso
Parti-me em pedaços
Não tenho mais:
braços - para abraços emaranhados;
boca - para beijos sem enfado;
olhos - para a contemplação do belo;
coração - para a poesia, para o sentir.
Restou-me,
Além das pernas para saídas furtivas,
Somente o necessário para dar vazão aos instintos
O que agora sou
Digo-lhes com pesar...
Eu: falo.
José Rosa (ZeRo S/A)
Descompletei-me
Fiquei fora de compasso
Parti-me em pedaços
Não tenho mais:
braços - para abraços emaranhados;
boca - para beijos sem enfado;
olhos - para a contemplação do belo;
coração - para a poesia, para o sentir.
Restou-me,
Além das pernas para saídas furtivas,
Somente o necessário para dar vazão aos instintos
O que agora sou
Digo-lhes com pesar...
Eu: falo.
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Insensatez
Meu insensato lado de lá,
que se insinua
na segura corrente em que vivo.
Que me deseja nua, na rua,
tonta de tanto riso,
afugentando a demência de tanto siso.
Meu sensato lado de cá,
que equilibrista me faz,
e foge do perigo,
e em redoma segura se fecha,
e prende as cordas.
Torna cansativa paz a quietude.
Secreta-me um degredo,
sem mistério, sem segredo.
Ah! Insensatez que não se impõe!
Minha incerta parte que não se expressa!
Arrebenta de vez o quadrado.
Faz pontudo, faz de conta,
faz tudo que insensato pareça.
Impede que a sensatez me emudeça.
Faz-me lenta, prazerosa,
liberta de cercas, à toa,
insensata, misteriosa.
Oldair Marques
que se insinua
na segura corrente em que vivo.
Que me deseja nua, na rua,
tonta de tanto riso,
afugentando a demência de tanto siso.
Meu sensato lado de cá,
que equilibrista me faz,
e foge do perigo,
e em redoma segura se fecha,
e prende as cordas.
Torna cansativa paz a quietude.
Secreta-me um degredo,
sem mistério, sem segredo.
Ah! Insensatez que não se impõe!
Minha incerta parte que não se expressa!
Arrebenta de vez o quadrado.
Faz pontudo, faz de conta,
faz tudo que insensato pareça.
Impede que a sensatez me emudeça.
Faz-me lenta, prazerosa,
liberta de cercas, à toa,
insensata, misteriosa.
Oldair Marques
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