sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pode Ser Melhor (Julho/2013)

A vida deveria caminhar mais devagar.
No sinal verde,
Partir lentamente, sem pressa nenhuma.

A chegada a qualquer lugar é certa,
Então que seja de forma serena,
E com um sorriso no rosto.

Nossa inadequação à gentileza,
Nos torna tristes egoístas.
Na pressa não tem felicidade.
Rareiam os “bom-dia”, os “ fica com Deus”,
os “com licença”, os “muito obrigado”.

Desaparecem as paisagens, os cheiros das flores,
As cores, a melodia, as histórias, o luar,
A paz de espírito, a saudade e a caridade.

Na pressa, todos querem chegar primeiro,
E que tudo o mais vá para o inferno.
E desta forma, todos nós realmente iremos:
Velozmente

José Rosa

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Onicofagia* (Dezembro/2012)

Você demora a chegar
E eu a disfarçar calma,
Porém roendo as unhas devagar,
Agoniado revelo-me.
Seus olhos a me procurar
Encontram-me.
Sinto sua boca a me beijar
E seu beijo acalenta-me,
Dissipando qualquer vetígio
De espera e solidão.
Sempre estar com você me cura.

José Rosa

*Onicofagia - mania de roer as unhas / poema inspirado na música (Vo)c da banda Vídeo Hits

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cinza (Agosto/2012)

Quinta outrora
Sorriso largo.
Hoje, nem mesmo a promessa
De um lindo dia de sol e a
Chegada da bonança esperada
Descerra meus lábios ou
Suaviza meus semblante tristonho.
Desânimo...
Força somente para conter as lágrimas.

José Rosa

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sovina (Junho/2012)

Pedi a ela
Seus braços sempre abertos para mim,
Também seu amor.
Como resposta recebi:
Contente-se com o meu eventual desejo
E minhas pernas abertas.

José Rosa (ZeRo S/A)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Desfibrilador (Abril/2012)

Meu coração,
Imediatamente, voltou a bater,
Quando pela primeira vez
Vi, ali, parada bem na minha frente,
Você.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Caminhos (2011)

Às vezes nos perdemos.
Pegamos caminhos,
Que nos levam a destinos
Diferentes daqueles de nossos sonhos.

Porém, se não pararmos de sonhar,
Sempre podemos recomeçar.
Se nossas lágrimas não são solitárias,
Nosso sorriso contamina muitos.

Com a cabeça erguida.
O coração receptivo,
Pensamentos positivos,
Sentimentos nobres.
Seguir em frente, sem olhar para trás.

Acertando e errando.
E o principal, aprendendo:
Ninguém pode viver sozinho.

José Rosa (ZeRo S/A)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Perdido (Junho/2011)

A luz invade o ambiente.
Sombras criam figuras difusas.
Tento decifrá-las.
Tantas variantes,
Tantas possibilidades.
Perco-me em pensamentos.
Já não estou somente neste lugar.
Viajo pelo tempo e espaço.
Sinto-me onipresente.
Estou aqui.
Estou em outros muitos lugares.
Só não sei onde queria realmente estar.
A luz me faz enxergar caminhos.
Estou perdido.

José Rosa (ZeRo S/A)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Só (Outubro/2002)

Outro dia,
Havia certas coisas e pessoas,
Que a mim faziam bem.
Porém, hoje, que não é um dia tão bom,
Estou aqui sentado
Neste quarto vazio.
Os olhos fechados,
Relembrando-as.
E só.

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Real Fantasia (2009/2011)

Na penumbra da sala-de-estar,
Eu sentado na poltrona
Como um rei em seu trono.

E minha rainha,
Como uma serpente,
Contorcendo-se em meu colo.

Seu corpo nu
pescoço nuca ombros negrasmadeixas
costas cintura glúteos pelemacia
aromas sons cenários formascurvilíneas
Meus sentidos atônitos.

Uma noite real de fantasias. 

José Rosa (ZeRo S/A)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lua Nova (Novembro/2011)

A lua na noite quente,
A mim presenteou
O que lhe mais ascende:
Seu brilho mágico,
Sua graça que transcende.

Eu grato,
Acolho-a junto ao meu corpo,
Em uma abraço laço,
Aguardando a luz matutina
Que iluminará o meu sorriso fácil.
Efeito da lua na minha alma;
Reflexo da lua na minha vida.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Desabafo (Homem Objeto) - Setembro/2011

Quando ela está tesa,
Diz repetidas vezes
Que sou especial e que me adora.
Lança-me olhares de quem tem muita fome,
E então me devora.
Quando o cio passa,
Me trata com desdém e frieza.
Seu olhar me ignora.
Quando me aproximo
Em busca de seu afeto e calor,
Pede para que eu me afaste,
E retruca que para essas coisas,
Aquele momento não é hora.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Poema Inacabado de José Rosa (Maio/Outubro 2011)

Nosso beijo é desencontrado.
Uma boca para cá,
Outra para outro lado.

Nossos lábios não se encaixam,
Se esbarram abruptamente,
Resvalando-se com frenesi contínuo.
Procurando sempre novos caminhos.

Desencontrado é nosso beijo.
Encontrando-se em caminhos improváveis.
E na busca de um inviável encaixe,
Deliciando-se de prazeres incontáveis...
...

José Rosa (ZeRo S/A)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mais Uma (Agosto/2011)

Algo confessar-te-ei.
Tu foste somente mais uma.
Tudo poderia ter sido diferente,
Porém na minha vida,
Tu foste somente mais uma.

Embora eu enxergasse algo especial em ti,
Logradas foram as minhas expectativas.
Tu apresentaste os mesmos vícios das outras,
E assim, por mais que eu ansiasse ter a ti como musa,
Tu foste somente mais uma.

Isto não me agrada dizer-te,
Contudo, a verdade, dizem que liberta.
Tu te assemelhas muito as demais.
Sendo assim, na minha história,
Tu foste somente mais uma.

Esta confissão, inevitavelmente, doi mais em mim do que em ti,
Pois como todas que tiveram moradia em meu peito,
Tu foste somente mais uma,
Que receberas o meu melhor,
E pouco caso do meu amor fizeste.

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Em Reforma (Setembro/2011)

Caras Pretendentes:
Desculpem-me pelo transtorno.
Coração em reforma,
Para em breve,
Melhor atendê-las.

José Rosa (ZeRo S/A)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Involuntário (Setembro/2011)

Se o coração é um músculo involuntário,
Então, tratá-lo-ei bem,
Esperando reciprocidade.
Que ele escolha pulsar,
Somente por quem valha a pena amar.

José Rosa (ZeRo S/A)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sr. Carteiro (Agosto/2011)

Sr. Carteiro,
Explique-me uma coisa, por favor.
Por que razão,
As correspondências que meu coração envia
Para aqueles que ele se enamora,
Após um breve período,
Invariavelmente, começam a retornar
Com o carimbo de destinatário não encontrado?

José Rosa (ZeRo S/A)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Alma Gêmea (1986)


Olho para o céu,
E sonho, como sonho.
Como será? Quando virá?
Sonho com você e
Grito seu nome na rua,
Onde as pessoas passam,
Alienadas a minha busca.
Datilografo seu nome,
Mesmo não tendo certeza de como o escrever.
Espero pelo nosso encontro
Depois do rush,
Mas continuo bebendo sozinho.
Mais uma vez você não veio.
Quando virá? Quando?
Vou lhe encontrar,
Por isso tenho que experimentar,
Mas experiências doem,
E eu jurava sempre que era você,
Porém era mais um adeus.
Nessa noite estou andando só,
E o sereno cai sobre meus ombros.
Meus passos são lentos,
E no fim dessa rua sem nome
Espero lhe encontrar... 

José Rosa (ZeRo S/A)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

História(QueParece)Sem Fim(Feliz) - Julho/2011

E tudo começou assim:
Para esquecer a paixão por aquela,
Apaixonei-me por essa,
Cuja tristeza que deixou no meu coração
Foi tratatada com o bálsamo dos carinhos desta.
Mais uma vez vi-me iludido e sozinho.
Fulana chegou,
E como um forte vento,
Levou todas as más lembranças de amores passados.
Porém, foi tão breve,
E deixou novas chagas em meu peito,
Que foram curadas pelo calor de sicrana,
Mas, como sempre, veio o frio da indiferença,
Só novamente.
Beltrana chegou com um enorme sorriso,
Encantou-me...encanto fugaz.
E assim se segue esta história...infelizmente.

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Bem-Aventurados (Junho/1990)

Eu gostaria de ser fútil.
Felicidade igual a futilidade.
Não saber nada,
Parecer ser tudo,
Palavras vulgares,
Conduta banal.
Tudo muito essencial...
“Bem-aventurados os pobres de espírito (fúteis),
Pois deles é o reino da Terra."
"Bem-aventurados os pacificados (tolos),
Pois deles é o resto do reino da Terra."

José Rosa (ZeRo S/A)