quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Escola (Outubro/2010)

Quem não cola,
Não sai da escola.
Anacrônico este ditado,
Que deve ser esquecido sem demora.

Em dias atuais,
Da escola saem todos.
Quem cola,
E quem estuda com afinco para aprender.
Saem até os que de cálculos e da escrita,
Não têm nenhum domínio,
E os que pouco sabem ler.

Ouvi um caso,
Que da escola, saiu com louvor,
Não sei se é verdade,
Alguém que no final de ano letivo
Não era mais vivo.
Era já somente um cadáver.

Sair da escola já não é um problema,
O que não pode é abandonar.
Abandono é inadmissível,
Pois o governo prometeu
Que extinguiria a evasão escolar.

Quem não cola,
Não sai da escola.
Que bobagem.
Hoje, dos bancos escolares saem todos.
Estudando, colando, ou
Em sala de aula, somente, respirando.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tempo (Setembro/2010)

 O tempo passa,
Às vezes, muito mais lento por lá,
Do que aqui, onde tudo acontecendo está.

Do tempo que passa
Já não sei, já não quero saber
Para onde ele está a me levar.

O tempo,
Quando por aqui cheguei,
Já estava,
E quando eu partir,
Continuará a passar.
Não mais para mim.

José Rosa (ZeRo S/A)

domingo, 12 de setembro de 2010

Oferta e Procura (Setembro/2010)

Ignora meus pedidos de casamento.
Faz pouco caso do meu amor eterno.
Rejeita os meus abraços nos dias frios de inverno.
Não quer ouvir como lhe quero.
Nada sobre a imensidão dos meus desejos.
Não quer palavras, nem gestos
Ou qualquer outra coisa tenra de mim.

O que fazer diante de tamanha falta de consideração?
Meus amigos, minha decisão revelo a vocês.
Direi a ela veementemente,
Com a coragem que só os apaixonados têm:
- Meu amor, com imensa emoção lhe declaro,
Se não me quer, sem problemas.
Com absoluta certeza, há quem queira.
Adeus.

José Rosa (ZeRo S/A)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

The End (Agosto/2010)

À espera da Lua
Que não aparece.
Céu nublado.
Celular calado.
Magia que se finda.

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sem Nada (Agosto/2010)

A noite passada
Foi somente mais uma noite.
Sem luar,
Sem arte,
Sem poesia,
Sem você.

José Rosa (ZeRO S/A)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Promessa (Julho/2010)

Chega a madrugada
Ela pede para eu ficar.
Fico.
Sou o que quero ser.
Sou o que ela quer que eu seja.
Promessa:
Esta noite não será esquecida.
Por isto fiquei.

Um novo dia se anuncia
Se ela me pedisse para ficar,
Ficaria.
Porém, não há nenhum pedido.
Não é preciso
Em um delicado abraço estamos unidos.

José Rosa (ZeRo S/A)

domingo, 11 de julho de 2010

O Meio (1986)


100 POEMAS POSTADOS

Uma certeza,
E uma dúvida
Para que nasço,
Se um dia morro?
Tomar um banho, me alimentar
Ganhar dinheiro, namorar
O casamento, a política e a religião
Ser egoísta, ajudar meu irmão
Qual o sentido?
Para que viver?
Qual a resposta?
Para quer saber?

José Rosa (ZeRo S/A)

domingo, 6 de junho de 2010

Maquiavel

Todo mundo quer amor.
Todo mundo quer amor de verdade.
Mesmo que se tenha que mentir
Para consegui-lo.

inspirado na música Todo Mundo Quer Amor - Titãs

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Surpresa


Pela primeira vez,
Nossas pernas entrelaçadas.
Nossos peitos nus
Apertados, um contra o outro,
Por um abraço sem embaraço.
No meu ouvido ela sussurrou:
Você será o homem da minha vida...
Surpreendido respondi:
Oxalá!
Que assim seja!
Amém!

José Rosa (Zhero S/A)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Morte Abjeta (Junho/1991)

O ocaso
Traz a dor.
Sofrer por amor
Em regiões inóspitas.
Situações insólitas
Conduzem a mente
Ao delírio.
Findar a vida,
Cravar no peito
Objeto abjeto.

José Rosa (ZheRo S/A)