O tempo que passa
Não serve,
Não funciona.
Para a solidão?
Não, pois o grande mal
É o tédio.
José Rosa (ZeRo S/A)
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Amanhã
Eu e Ela não sabemos
Se haverá amanhã,
Mas se houver,
Certamente quereremos nos ver.
Isto é muito certo.
Será outro dia
Para mais uma garrafa de vinho,
Talvez duas.
Acompanhadas de pizza, é claro.
Havendo o amanhã,
Que não seja dia de labuta.
Que seja dia de sol
Para podermos pegar uma praia.
Para eu poder vê-la de biquíni
Adornando seu corpo moreno.
Eu e Ela não sabemos e
Ninguém pode saber
Se haverá o amanhã,
Porém queremos que haja.
Para podermos estar juntos
Mais uma vez
E assim nos beijarmos,
Trocarmos carícias,
Bater um delicioso papo,
Divagar sobre outro amanhã.
Que obviamente também não saberemos se haverá,
Mas que também desejaremos que haja.
Para podermos nos amar outra vez
E perceber que só o hoje
Não é o bastante para o nosso amor.
José Rosa (ZeRo S/A)
Se haverá amanhã,
Mas se houver,
Certamente quereremos nos ver.
Isto é muito certo.
Será outro dia
Para mais uma garrafa de vinho,
Talvez duas.
Acompanhadas de pizza, é claro.
Havendo o amanhã,
Que não seja dia de labuta.
Que seja dia de sol
Para podermos pegar uma praia.
Para eu poder vê-la de biquíni
Adornando seu corpo moreno.
Eu e Ela não sabemos e
Ninguém pode saber
Se haverá o amanhã,
Porém queremos que haja.
Para podermos estar juntos
Mais uma vez
E assim nos beijarmos,
Trocarmos carícias,
Bater um delicioso papo,
Divagar sobre outro amanhã.
Que obviamente também não saberemos se haverá,
Mas que também desejaremos que haja.
Para podermos nos amar outra vez
E perceber que só o hoje
Não é o bastante para o nosso amor.
José Rosa (ZeRo S/A)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Perda de Tempo
Passei muito tempo
Sem ninguém me tocar
Passei muito tempo
Sendo somente seu
Muito tempo perdido
Muito tempo em vão
Queria ficar
Quando deveria ir.
Nada me prendia
Só a minha paixão
Passei muito tempo a procurar
Você em alguém
Perdi muito tempo,
Mas agora sei
Que muito tempo perdi
Sendo seu,
Sendo de ninguém.
José Rosa (ZeRo S/A)
Sem ninguém me tocar
Passei muito tempo
Sendo somente seu
Muito tempo perdido
Muito tempo em vão
Queria ficar
Quando deveria ir.
Nada me prendia
Só a minha paixão
Passei muito tempo a procurar
Você em alguém
Perdi muito tempo,
Mas agora sei
Que muito tempo perdi
Sendo seu,
Sendo de ninguém.
José Rosa (ZeRo S/A)
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Pleno
A noite encontra a madrugada
E esta espera o dia,
Mas o tempo parece não passar aqui.
Presumo que não deva,
Porém muito ficar desejo.
Minha boca se cala
Entre suas pernas dialoga.
Nada articulado se fala... Falo.
Calo e entre meus dentes, você
Serpente e eu lagarto.
Boa noite, boa noite, noite boa.
Giram corpos, ficam marcas.
O tempo passa sem que se perceba
Seu olhar de amante pedinte me inunda e
Eu transbordo "in" você.
Boa noite, noite boa foi
O sol entra pela janela
E meus olhos contemplam
Partes de você que os seus raios revelam
Partes de você não cobertas pelo lençol muito desalinhado.
Boa noite, noite boa foi e se foi
Sussurra em meu ouvido: - Bom dia!
Agora estou pleno de mim
Completado por você.
ZeRo S/A
E esta espera o dia,
Mas o tempo parece não passar aqui.
Presumo que não deva,
Porém muito ficar desejo.
Minha boca se cala
Entre suas pernas dialoga.
Nada articulado se fala... Falo.
Calo e entre meus dentes, você
Serpente e eu lagarto.
Boa noite, boa noite, noite boa.
Giram corpos, ficam marcas.
O tempo passa sem que se perceba
Seu olhar de amante pedinte me inunda e
Eu transbordo "in" você.
Boa noite, noite boa foi
O sol entra pela janela
E meus olhos contemplam
Partes de você que os seus raios revelam
Partes de você não cobertas pelo lençol muito desalinhado.
Boa noite, noite boa foi e se foi
Sussurra em meu ouvido: - Bom dia!
Agora estou pleno de mim
Completado por você.
ZeRo S/A
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
O Que Eu Penso* (1985)
Na corrida de um cão,
Que desesperadamente tenta alcançar os automóveis,
No nado em vão
Das baleias às praias para o suicídio,
Encontramos nessas ações, motivos idiotas e inexplicáveis
Que vem mostrar que a coroa que possuímos faz sentido.
Tão tolos somos nós, por não percebemos,
Que a natureza só nos dá exemplos,
Contudo na nossa estupidez de soberanos,
Todos os seus conselhos ignoramos.
O leão mata a gazela mansa e tranqüila,
A fim de saciar a sua fome e de sua família;
A viúva-negra devora vorazmente após a copulação,
O seu parceiro lúcido e sensato, para que sua espécie tenha sucessão;
E o pássaro é apanhado na armadilha tão ingenuamente,
Por não possuir inteligência que o oriente.
Porem nós homens matamos nosso semelhante apenas por matar,
Traímos nossos parceiros pelo prazer de trair,
Caímos nas armadilhas da publicidade mesmo podendo pensar,
Jovens matam-se pelo vício, alegando o ato de fugir
De algo que apenas eles podem distorcer
E sonhamos com riquezas quando muitas vezes nosso irmão não tem nada para comer.
E em um momento de reflexão,
Explico meu pensamento em uma frase
Que também demonstra os meus sentimentos nesta situação:
Quanto mais conheço os homens, mais,
Muito mais estimo os animais.
*Este é o primeiro poema que fiz e isto ocorreu em 1985.
José Rosa (ZeRo S/A)
Que desesperadamente tenta alcançar os automóveis,
No nado em vão
Das baleias às praias para o suicídio,
Encontramos nessas ações, motivos idiotas e inexplicáveis
Que vem mostrar que a coroa que possuímos faz sentido.
Tão tolos somos nós, por não percebemos,
Que a natureza só nos dá exemplos,
Contudo na nossa estupidez de soberanos,
Todos os seus conselhos ignoramos.
O leão mata a gazela mansa e tranqüila,
A fim de saciar a sua fome e de sua família;
A viúva-negra devora vorazmente após a copulação,
O seu parceiro lúcido e sensato, para que sua espécie tenha sucessão;
E o pássaro é apanhado na armadilha tão ingenuamente,
Por não possuir inteligência que o oriente.
Porem nós homens matamos nosso semelhante apenas por matar,
Traímos nossos parceiros pelo prazer de trair,
Caímos nas armadilhas da publicidade mesmo podendo pensar,
Jovens matam-se pelo vício, alegando o ato de fugir
De algo que apenas eles podem distorcer
E sonhamos com riquezas quando muitas vezes nosso irmão não tem nada para comer.
E em um momento de reflexão,
Explico meu pensamento em uma frase
Que também demonstra os meus sentimentos nesta situação:
Quanto mais conheço os homens, mais,
Muito mais estimo os animais.
*Este é o primeiro poema que fiz e isto ocorreu em 1985.
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Inteligência Burra
Inteligência
Para que me serve,
Se não sei como usá-la?
Mas não será falta dela
Não saber isto?
Se for,
Então eu não a tenho,
Porém questionar
É uma forma de inteligência.
Então a tenho.
Mas quando as respostas
Não se encontram, o que é então?
Já não sei.
Talvez seja eu
Um burro em ascensão?
Com certeza não.
Sou um inteligente
Sem competência
José Rosa (ZeRo S/A)
Para que me serve,
Se não sei como usá-la?
Mas não será falta dela
Não saber isto?
Se for,
Então eu não a tenho,
Porém questionar
É uma forma de inteligência.
Então a tenho.
Mas quando as respostas
Não se encontram, o que é então?
Já não sei.
Talvez seja eu
Um burro em ascensão?
Com certeza não.
Sou um inteligente
Sem competência
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Verdadeiro
Amei você
Sem o seu consentimento.
Nem sei
Se isto é verdade,
Mas é fato.
Indefinido sentimento
Como tudo deve ser:
Sem definição.
Nada de pieguice
Talvez real Romantismo
No melhor sentido.
Tolo
Na devida proporção
Ridículo,
Mas consciente
Da minha situação.
Acima de tudo,
Verídico,
Leal,
Platônico.
José Rosa (ZeRo S/A)
Sem o seu consentimento.
Nem sei
Se isto é verdade,
Mas é fato.
Indefinido sentimento
Como tudo deve ser:
Sem definição.
Nada de pieguice
Talvez real Romantismo
No melhor sentido.
Tolo
Na devida proporção
Ridículo,
Mas consciente
Da minha situação.
Acima de tudo,
Verídico,
Leal,
Platônico.
José Rosa (ZeRo S/A)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Beijo
O beijo é
Intersecção.
Duas bocas,
Duas línguas,
Um desejo,
Um começo
E um fim.
Início e
Conclusão.
José Rosa (ZeRo S/A)
Intersecção.
Duas bocas,
Duas línguas,
Um desejo,
Um começo
E um fim.
Início e
Conclusão.
José Rosa (ZeRo S/A)
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Decisão
Situação incômoda.
Ligação anônima.
Distante,
Tudo é pequeno.
Ninguém sabe,
Ninguém percebe,
O quanto estou
Sofrendo.
Aqui,
Deveria ser
O seu lugar,
Mas você
Não quis ficar.
José Antonio (ZeRo S/A)
Ligação anônima.
Distante,
Tudo é pequeno.
Ninguém sabe,
Ninguém percebe,
O quanto estou
Sofrendo.
Aqui,
Deveria ser
O seu lugar,
Mas você
Não quis ficar.
José Antonio (ZeRo S/A)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Sede
Descendo lentamente pelo seu ventre
Pele branca como a neve,
Mas quente como o fogo.
Minha língua úmida
Descobre sua flor rósea
E eu como beija-flor
Sugando o seu néctar,
Segurando sua cintura que
Em movimentos de serpente
Que só fazem aumentar minha libido
E minha sede de você.
José Rosa (ZeRo S/A)
Pele branca como a neve,
Mas quente como o fogo.
Minha língua úmida
Descobre sua flor rósea
E eu como beija-flor
Sugando o seu néctar,
Segurando sua cintura que
Em movimentos de serpente
Que só fazem aumentar minha libido
E minha sede de você.
José Rosa (ZeRo S/A)
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