terça-feira, 1 de novembro de 2011

Desabafo (Homem Objeto) - Setembro/2011

Quando ela está tesa,
Diz repetidas vezes
Que sou especial e que me adora.
Lança-me olhares de quem tem muita fome,
E então me devora.
Quando o cio passa,
Me trata com desdém e frieza.
Seu olhar me ignora.
Quando me aproximo
Em busca de seu afeto e calor,
Pede para que eu me afaste,
E retruca que para essas coisas,
Aquele momento não é hora.

José Rosa (ZeRo S/A)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Poema Inacabado de José Rosa (Maio/Outubro 2011)

Nosso beijo é desencontrado.
Uma boca para cá,
Outra para outro lado.

Nossos lábios não se encaixam,
Se esbarram abruptamente,
Resvalando-se com frenesi contínuo.
Procurando sempre novos caminhos.

Desencontrado é nosso beijo.
Encontrando-se em caminhos improváveis.
E na busca de um inviável encaixe,
Deliciando-se de prazeres incontáveis...
...

José Rosa (ZeRo S/A)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mais Uma (Agosto/2011)

Algo confessar-te-ei.
Tu foste somente mais uma.
Tudo poderia ter sido diferente,
Porém na minha vida,
Tu foste somente mais uma.

Embora eu enxergasse algo especial em ti,
Logradas foram as minhas expectativas.
Tu apresentaste os mesmos vícios das outras,
E assim, por mais que eu ansiasse ter a ti como musa,
Tu foste somente mais uma.

Isto não me agrada dizer-te,
Contudo, a verdade, dizem que liberta.
Tu te assemelhas muito as demais.
Sendo assim, na minha história,
Tu foste somente mais uma.

Esta confissão, inevitavelmente, doi mais em mim do que em ti,
Pois como todas que tiveram moradia em meu peito,
Tu foste somente mais uma,
Que receberas o meu melhor,
E pouco caso do meu amor fizeste.

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Em Reforma (Setembro/2011)

Caras Pretendentes:
Desculpem-me pelo transtorno.
Coração em reforma,
Para em breve,
Melhor atendê-las.

José Rosa (ZeRo S/A)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Involuntário (Setembro/2011)

Se o coração é um músculo involuntário,
Então, tratá-lo-ei bem,
Esperando reciprocidade.
Que ele escolha pulsar,
Somente por quem valha a pena amar.

José Rosa (ZeRo S/A)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sr. Carteiro (Agosto/2011)

Sr. Carteiro,
Explique-me uma coisa, por favor.
Por que razão,
As correspondências que meu coração envia
Para aqueles que ele se enamora,
Após um breve período,
Invariavelmente, começam a retornar
Com o carimbo de destinatário não encontrado?

José Rosa (ZeRo S/A)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Alma Gêmea (1986)


Olho para o céu,
E sonho, como sonho.
Como será? Quando virá?
Sonho com você e
Grito seu nome na rua,
Onde as pessoas passam,
Alienadas a minha busca.
Datilografo seu nome,
Mesmo não tendo certeza de como o escrever.
Espero pelo nosso encontro
Depois do rush,
Mas continuo bebendo sozinho.
Mais uma vez você não veio.
Quando virá? Quando?
Vou lhe encontrar,
Por isso tenho que experimentar,
Mas experiências doem,
E eu jurava sempre que era você,
Porém era mais um adeus.
Nessa noite estou andando só,
E o sereno cai sobre meus ombros.
Meus passos são lentos,
E no fim dessa rua sem nome
Espero lhe encontrar... 

José Rosa (ZeRo S/A)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

História(QueParece)Sem Fim(Feliz) - Julho/2011

E tudo começou assim:
Para esquecer a paixão por aquela,
Apaixonei-me por essa,
Cuja tristeza que deixou no meu coração
Foi tratatada com o bálsamo dos carinhos desta.
Mais uma vez vi-me iludido e sozinho.
Fulana chegou,
E como um forte vento,
Levou todas as más lembranças de amores passados.
Porém, foi tão breve,
E deixou novas chagas em meu peito,
Que foram curadas pelo calor de sicrana,
Mas, como sempre, veio o frio da indiferença,
Só novamente.
Beltrana chegou com um enorme sorriso,
Encantou-me...encanto fugaz.
E assim se segue esta história...infelizmente.

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Bem-Aventurados (Junho/1990)

Eu gostaria de ser fútil.
Felicidade igual a futilidade.
Não saber nada,
Parecer ser tudo,
Palavras vulgares,
Conduta banal.
Tudo muito essencial...
“Bem-aventurados os pobres de espírito (fúteis),
Pois deles é o reino da Terra."
"Bem-aventurados os pacificados (tolos),
Pois deles é o resto do reino da Terra."

José Rosa (ZeRo S/A)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Há Vaga (Junho/2011)

Meu coração,
De tão cansado e desmotivado,
Com o abandono e a rejeição,
De adminstrador de meus sentimentos,
Abdicou do cargo.
Agora, meu cérebro e meu falo
Disputam vorazmente,
O posto vago.

José Rosa (ZeRo S/A)