O calor intenso,
aquela noite caracterizou.
Achei pertinente despir-me e ganhar as ruas.
Até aquele momento, eu era um absoluto novato.
Nunca agira por conta própria.
Enquanto caminhava,
Mulheres e homens me abordavam,
tentando seduzir-me.
Eram seres violentos, que desejavam minha carne.
Mesmo que fosse em retalhos e desfigurada.
O calor aumentava,
E o meu cérebro caiu no chão quando abri a minha mente.
Já não podia refletir ou pensar.
Eram os instintos os meus guias.
A visão dela que tive naquele momento...
O calor, que era intenso, ficou insuportável.
Meu coração acelerou freneticamente.
Suas proporções aumentaram rapidamente,
Até que ele explodiu.
O calor passara...
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Coisa Pouca
Vou lhe dizer um coisa
Uma coisa que pode lhe parecer meio boba
Acho até que não me levará a sério.
Tenho a intenção
De ficar bem pertinho de você
Sem pretensão nenhuma de partir.
Ficar assim, assim
Meio casal antes do primeiro beijo
Escolhendo palavras para impressioná-la
Simplesmente vê-la sorrir.
Vou lhe dizer uma outra coisa
Uma coisa que pode lhe parecer meio louca
Se você ficar aqui, bem pertinho de mim
Me jogando, assim, todo seu charme
Fazê-la para sempre feliz
Para mim será coisa pouca.
José Rosa (ZeRo S/A)
Uma coisa que pode lhe parecer meio boba
Acho até que não me levará a sério.
Tenho a intenção
De ficar bem pertinho de você
Sem pretensão nenhuma de partir.
Ficar assim, assim
Meio casal antes do primeiro beijo
Escolhendo palavras para impressioná-la
Simplesmente vê-la sorrir.
Vou lhe dizer uma outra coisa
Uma coisa que pode lhe parecer meio louca
Se você ficar aqui, bem pertinho de mim
Me jogando, assim, todo seu charme
Fazê-la para sempre feliz
Para mim será coisa pouca.
José Rosa (ZeRo S/A)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Overdose (Maio/1991)
Se não tivesse
da dose exagerado,
poderia beber um pouco mais.
Poderia ter me embriagado.
Ter usufruído
da beleza da embriaguez,
O gosto da falta de controle.
Encenar outra personagem.
José Rosa (ZeRo S/A)
da dose exagerado,
poderia beber um pouco mais.
Poderia ter me embriagado.
Ter usufruído
da beleza da embriaguez,
O gosto da falta de controle.
Encenar outra personagem.
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Janela Indiscreta (Maio/1991)
Olhei pela janela
E o que vi foi somente:
Carros, pessoas, o cotidiano.
Em outras vezes,
Algo mais eu via:
Solidão, inimigos, a morte.
José Rosa (ZeRo S/A)
E o que vi foi somente:
Carros, pessoas, o cotidiano.
Em outras vezes,
Algo mais eu via:
Solidão, inimigos, a morte.
José Rosa (ZeRo S/A)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Insatisfação (Maio/1991)
Eu já não me satisfaço.
Quando vem a treva,
Meus olhos permanecem arregalados,
E a luz já se esqueceu deles.
Estou triste e contrito.
Minha alma há muito adoeceu.
A ilusão tornou-se minha companheira,
Pois a paixão foi deveras passageira.
Desejar é meu verbo.
E a insegurança o meu eterno substantivo.
Amargurado estou,
E o meu corpo é o reflexo disto.
José Rosa (ZeRo S/A)
Quando vem a treva,
Meus olhos permanecem arregalados,
E a luz já se esqueceu deles.
Estou triste e contrito.
Minha alma há muito adoeceu.
A ilusão tornou-se minha companheira,
Pois a paixão foi deveras passageira.
Desejar é meu verbo.
E a insegurança o meu eterno substantivo.
Amargurado estou,
E o meu corpo é o reflexo disto.
José Rosa (ZeRo S/A)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Chuva (Abril/1986)
Cai a chuva, chuva, chuva
Que do céu negro principia
Ao encontro dos telhados
Amedrontados pelo terror que anuncia.
Nos córregos, a água escura sobe, sobe
Invadindo, destruindo, massacrando
Acordando a quem ainda dorme
O sono do pecado de não ter sobrenome.
Mais distante não tem córregos
Ninguém tem medo da chuva,
Pois o ouro do berço nascente
Embala-os em um sono seco e quente.
José Rosa ( ZeRo S/A)
Que do céu negro principia
Ao encontro dos telhados
Amedrontados pelo terror que anuncia.
Nos córregos, a água escura sobe, sobe
Invadindo, destruindo, massacrando
Acordando a quem ainda dorme
O sono do pecado de não ter sobrenome.
Mais distante não tem córregos
Ninguém tem medo da chuva,
Pois o ouro do berço nascente
Embala-os em um sono seco e quente.
José Rosa ( ZeRo S/A)
domingo, 29 de novembro de 2009
Sampa (1988)
Sampa,
dos canteiros floridos dos Jardins
e dos depósitos de lixo da periferia,
das modelos invejadas e cobiçadas
e das prostitutas largadas e marginalizadas,
das coberturas com ar condicionado
e das fogueiras embaixo dos viadutos,
dos poetas bunda-moles
e dos arrotadores de versos,
do homem
e da mulher,
dos gordos
e dos famintos,
do assim
e do assado,
do fulano
e do cicrano,
dos que vieram iludidos
e dos que nasceram na ilusão.
Sampa samba, dança.
Seu tempo já passou.
Sampa sambou, dançou.
Nunca mais me engana.
Nunca mais,
nunca.
José Rosa (ZeRo S/A)
dos canteiros floridos dos Jardins
e dos depósitos de lixo da periferia,
das modelos invejadas e cobiçadas
e das prostitutas largadas e marginalizadas,
das coberturas com ar condicionado
e das fogueiras embaixo dos viadutos,
dos poetas bunda-moles
e dos arrotadores de versos,
do homem
e da mulher,
dos gordos
e dos famintos,
do assim
e do assado,
do fulano
e do cicrano,
dos que vieram iludidos
e dos que nasceram na ilusão.
Sampa samba, dança.
Seu tempo já passou.
Sampa sambou, dançou.
Nunca mais me engana.
Nunca mais,
nunca.
José Rosa (ZeRo S/A)
domingo, 15 de novembro de 2009
Que Assim Seja
Você tenta me enganar
Enganando-se.
Não dizendo que me ama.
Fazendo-se de surda,
Quando te amo digo.
Você tenta me enganar
E tonto acabo me enganando,
Crendo na sua simulação de não me amar.
Mantendo-me à distância
Para que assim, com o tempo,
Meu amor por você
Uma suave e breve lembraça somente seja.
José Rosa (ZeRo S/A)
Enganando-se.
Não dizendo que me ama.
Fazendo-se de surda,
Quando te amo digo.
Você tenta me enganar
E tonto acabo me enganando,
Crendo na sua simulação de não me amar.
Mantendo-me à distância
Para que assim, com o tempo,
Meu amor por você
Uma suave e breve lembraça somente seja.
José Rosa (ZeRo S/A)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Pelada
Quando a pelota rola
Nada mais me incomoda.
Nem aquela paixão mal resolvida,
Nem minhas dívidas pendentes,
Nem minhas frustrações profissionais,
Nem as mazelas sociais.
O mundo agora é retangular.
E com certeza ele não gira, mas sim a gorducha.
De pé em pé,
De alma a alma.
Agora sou gênio, sou artista.
Recebo aplausos.
Caio, mas sempre levanto,
E a dor é combustível.
É troféu.
E há sempre um último fôlego.
E a exaustão física, dever cumprido significa.
Ah! E quando a esfera
Pelos meus méritos adentra a meta
É GOOOOOLLLLLLLL!!!!!!!
É gozo.
E como explicar esse prazer imensurável?
Impossível.
Só entende quem namora... A bola.
José Rosa (ZeRo S/A)
Nada mais me incomoda.
Nem aquela paixão mal resolvida,
Nem minhas dívidas pendentes,
Nem minhas frustrações profissionais,
Nem as mazelas sociais.
O mundo agora é retangular.
E com certeza ele não gira, mas sim a gorducha.
De pé em pé,
De alma a alma.
Agora sou gênio, sou artista.
Recebo aplausos.
Caio, mas sempre levanto,
E a dor é combustível.
É troféu.
E há sempre um último fôlego.
E a exaustão física, dever cumprido significa.
Ah! E quando a esfera
Pelos meus méritos adentra a meta
É GOOOOOLLLLLLLL!!!!!!!
É gozo.
E como explicar esse prazer imensurável?
Impossível.
Só entende quem namora... A bola.
José Rosa (ZeRo S/A)
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